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Neurose do Paraiso Perdido



Usando uma idéia familiar ao professor e psicólogo Pierre Weil, quando este se refere ao novo paradigma holístico e a emergente proposta de uma ecologia profunda (Frijof Capra): os seres humanos viveram a experiência de muitas fragmentações, resultando daí o que ele chamou de Neurose do Paraíso Perdido.

Afinal que Paraíso é este ? Provavelmente encontra-se na psicanálise um dos importantes recursos para responder a esta questão.

Afinal as prisões e o sofrimento psíquico, a dor da alma dividida, nossos porões interiores, morada de todos os monstros que nos assombram, sem mesmo conhecê-los: este é o inferno, de que falava Sartre e, cujo o objetivo dos seres humanos é dele se emancipar. O arquétipo de um Paraíso Perdido está presente em todos nós.

Os índios norte-americanos possuem uma tradição de cura, que envolve uma sofisticada concepção do ser humano. Um dos dos rituais de cura é a Viagem Xamânica: o curador, em estado de transe, deitado ao lado do paciente, sonha penetrar um labirinto, cheio de cavernas. Aí ele começa sua jornada, que envolve grandes perigos. O Xamã irá se defrontar com monstros infernais, que de toda forma tentará impedir seu processo de cura. Em cada uma das cavernas pode estar escondido um fragmento da alma do paciente, que para aí se refugiou, por ocasião de algum processo fortemente traumático. Estes fragmentos da alma se mostram ao Xamã como uma criança, que precisa ser convencida a voltar. A criança precisa se sentir segura e saber que agora ela habita um adulto. Após longa negociação, se a criança aceita voltar, o Xamã a trará consigo. De volta do transe o curador soprará na fronte do paciente: este é um sopro da vida, em que aquele fragmento da alma volta a integrar o paciente. E assim se conclui o processo da cura.

O que o dogmatismo cientificista tem a dizer deste método ? Mera superstição ? Novas correntes da própria psicologia formam um amplo espectro de considerações, em defesa da legitimidade e autenticidade do método xamânico. Modismo ? Certamente que não. A psicologia, caminha ao lado de outros saberes para sua própria emancipação. E, seguramente, uma das mais importantes é a de se libertar como instrumento de legitimação de qualquer forma de barbárie: no caminho de volta encontraremos pessoas estigmatizadas tão somente por serem diferentes.

O saber holístico foi construido precisamente como resposta a estas muitas fragmentações e desenvolveu um método pedagógico que aponta para um processo de formação integral.


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