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Ética e a Formação de Valores na Sociedade



            O texto é uma reprodução da palestra proferida por Leonardo Boff na Conferência Nacional 2003 promovida pelo Instituto Ethos cujo tema era: Ética e Responsabilidade Social. A palestra em questão tratava da ética e a formação de valores na sociedade.O texto é uma reprodução da palestra proferida por Leonardo Boff na Conferência Nacional 2003 promovida pelo Instituto Ethos cujo tema era: Ética e Responsabilidade Social. A palestra em questão tratava da ética e a formação de valores na sociedade.

            Em seu discurso, o teólogo e professor Leonardo Boff aponta a atual crise social e econômica que afeta nossa sociedade em todo o mundo. Crise segundo ele estrutural, em virtude de atingir os fundamentos da civilização que construímos nos últimos séculos. Crise esta que exige de nós a responsabilidade de pensar e viabilizar saídas inovadoras baseadas em ética, e utilizando outros campos do conhecimento humano, como a subjetividade e a espiritualidade. Ele divide a crise em três eixos fundamentais:Em seu discurso, o teólogo e professor Leonardo Boff aponta a atual crise social e econômica que afeta nossa sociedade em todo o mundo. Crise segundo ele estrutural, em virtude de atingir os fundamentos da civilização que construímos nos últimos séculos. Crise esta que exige de nós a responsabilidade de pensar e viabilizar saídas inovadoras baseadas em ética, e utilizando outros campos do conhecimento humano, como a subjetividade e a espiritualidade. Ele divide a crise em três eixos fundamentais:

            1) A apartação ou exclusão social representada pela miséria,pobreza e desigualdade que atinge milhões em todo a sociedade. Aqui, Leonardo menciona o alerta do sociólogo francês Alain Torraine: de que a humanidade aceite como inevitável a separação entre ricos e pobres e que esses últimos deixem de ser desiguais para serem dessemelhantes e não fazerem mais parte da família humana, ficando á margem do desenvolvimento mundial;

            2) O sistema de trabalho, que em quase todos os países ricos ou em desenvolvimento, tem a hegemonia do capital especulativo sobre o capital produtivo.Esta situação gera uma economia de mercado competitiva, predadora, onde uma minoria acumula riquezas e a grande maioria é excluída social e economicamente desse processo.Seu principal resultado é uma grave crise de emprego.

            Ainda relacionado ao trabalho está o desenvolvimento tecnológico, irreversível e necessário ao desenvolvimento humano e no entanto com conseqüências sociais como desemprego e eliminação de postos de trabalho.Segundo Boff passamos de uma sociedade que se desenvolveu do trabalho para uma que se desenvolve sem ele.Este processo merece análise e estudo no sentido de tornar criativo o ócio, de resgatar o valor originário do trabalho humano libertando-o da condição de escravo assalariado do processo produtivo.Precisamos encontrar novas formas de interpretar o trabalho, as nossas relações sociais e com a natureza, a fim de solucionarmos o problema ético: como organizar a sociedade para que as pessoas não se sintam excluídas dela;

            3) O alarme ecológico, fruto da voracidade tecnológica, do consumismo desenfreado e falta de respeito com o próprio planeta, nossa casa, cujo ecossistema vem sofrendo com a poluição, desmatamento e o aumento da densidade populacional. Para Boff há dois pontos fundamentais: primeiro a falta de solução ao problema da energia fóssil que se esgotará em breve e segundo a crise da água potável cujas reservas também tendem a dimunir. Ambos o problemas resultam da falta de responsabilidade e da maneira como o homem se relacionou com a natureza e o planeta nos últimos séculos, de forma predatória sem se importar com o próximo e com as gerações futuras.

            Essa situação requer do homem repensar sua ralação com a natureza e encontrar formas de se desenvolver respeitando e conservando os recursos naturais existentes.Aqui a menção de Boff a necessidade da alfabetização ecologia principalmente de empresários e a importância que o grupo Ethos vem ocupando no Brasil, nesse sentido.

            O discurso de Boff é bonito e correto, justifica e explica nossa situação atual mas não oferece soluções, senão a empírica, já conhecida e divulgada em outras tantas palestras como essa. No fim aplausos calorosos, mas sem soluções práticas. Não por falta de conhecimento ou vontade do orador e outros participantes, mas sim pelo fato da subjetividade do assunto.Escolher entre o bem e o mal parece óbvio e ao alcance de todos. Porque não o fazemos? Essa questão é mais sutil e ampla e diz respeito há uma vocação humana, natural e estranha, para o mal, ou melhor, para um caminho mais fácil... Para onde? Passamos a vida questionando isso. A oferta de prazeres e facilidades que uma sociedade consumista oferece parece atender a esse caminho mais fácil.A despeito de toda angústia e sofrimento originados numa vida vazia e sem sentido, orientada ao ?Ter? e ao hedonismo, ainda assim continuamos nela.Vivemos o momento, pois não acreditamos mais no espírito, ou se acreditamos é apenas por modismo ou necessidade de pertencer a este ou aquele grupo.Na pratica, buscamos o máximo enquanto respiramos, ainda que esse máximo seja um produto lindamente embalado sob o rótulo de ?qualidade de vida?, mesmo que seja, de fato, desfrutado por poucos. Os poucos que ao longo de toda história humana souberam conduzir e explorar a maioria, ora ignorante e feliz num viver sem pensar, ora consciente porém incapaz num viver sem se importar.




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