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Linguagem Simbólica e Linguagem Conceitual



Antes de elaborarmos nosso comentário, queremos pontuar o que se segue:

1 ? Os textos (qualquer texto ou algum específico texto?) filosóficos para alcançarem seu intento têm a necessidade (sem a qual não) de usar uma determinada figura de linguagem ? no caso específico à metáfora?

2 ? Estamos tratando da linguagem na qual se expressa a Filosofia, se assim pode ser. Vale indagar, portanto sobre a apropriação de uma linguagem específica ao saber filosófico.

3 ? O Texto da livro - Introdução à Leitura de Textos Filosóficos ( Claretiano) ? pág 31 ? cita Cossuta (1994, p. 100) ? tal como reproduzimos: ?a metáfora está para o conceito assim como o inefável está para a palavra; ela quebra o andamento demonstrativo e rompe a homogeneidade da representação conceitual?.

Voltando agora à proposição inicial, lembramos que a metáfora sendo uma figura de linguagem, sempre se expressa como linguagem simbólica (conotativa) em contra-posição à linguagem conceitual ( denotativa).

De acordo com Marilena Chauí (Convite à Filosofia - De Marilena Chauí - Ed. Ática, São Paulo, 2000. - Unidade 4 - conhecimento - Capítulo 5 - A linguagem - A importância da linguagem ) (...) ?Fundamentalmente, a linguagem simbólica opera por analogias (semelhanças entre palavras e sons, entre palavras e coisas) e por metáforas (emprego de uma palavra ou de um conjunto de palavras para substituir outras e criar um sentido poético para a expressão).

A linguagem simbólica realiza-se principalmente como imaginação. A linguagem conceitual procura evitar a analogia e a metáfora ,(grifo nosso) esforçando-se para dar às palavras um sentido direto e não figurado ou figurativo. Isso não quer dizer que a linguagem conceitual seja puramente denotativa. Pelo contrário, nela a conotação é essencial, mas não possui uma natureza imaginativa ou imagética.(...).

Neste ponto indagamos: a filosofia consegue se expressar apenas no espaço da linguagem conceitual (ainda que a lógica assim o faça)? Estamos convencidos que não: a história da filosofia ainda que privilegie as expressões formais, está marcada pelas representações simbólicas culturais.

Nos dias atuais uma rica metáfora ? o paradigma holográfico ? tem contribuído não apenas na filosofia, mas em diversos campos do saber científico, para uma vigorosa discussão sobre a natureza da realidade. E não entendo que se trate de uma limitação da nossa linguagem, mas de uma forma mais rica da linguagem torna dizível, o que de outra forma permaneceria inefável.



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