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História Concisa da Lingüística: Grécia



Grécia
O primeiro questionamento no mundo ocidental feito sobre a lingua(gem) tentavam determinar se ela era fonte de conhecimento e ou a lingua(gem) era um meio, simplesmente, uma comunicação.
O primeiro estudioso da lingu(gem) foi Platão, com o livro ?Crátilo?. A abordagem que os gregos faziam era na tentativa de descobrir a origem das palavras, se provinham de uma natureza ou de uma convenção.
Neste diálogo três personagens debatiam a questão: Crátilo (a língua espelha exatamente o mundo), Hermógenes (a língua é arbitrária) e Sócrates (fazendo um balanceamento das duas teorias anteriores). Estabeleceu-se que a relação das palavras com as coisas não era direta, mas indireta, entretanto, faltava ainda determinar a natureza delas.
Aristóteles, um seguidor de Platão, pensado na questão da linguagem, estabeleceu três etapas: ?os signos escrito representam os signos falados; os signos falados representam impressões na alam, e as impressões na alma são a aparência das coisas reais ?(WEEDWOOD, 1995, p.27). Os estudiosos estóicos acrescentaram em sua pesquisa mais uma etapa entre a impressão e a fala, o conceito como sendo uma noção que pode ser verbalizada.
O conceito foi estabelecido como um lógos
um enunciado significativo dirigido pelo pensamento racional. Também apareceu o léxis
, que não precisava obrigatoriamente ter significados. Com as pesquisas se aprofundando os enunciados fora sendo estudados cada vez mais em menores partes.
Platão foi o primeiro a classificar essas partes, sendo funcional e semântica e não formal. Ele delimitou a ónoma
?nome? correspondente ao sujeito, e a rhema
? palavra?, ?frase?, correspondente ao predicado (verbo mais adjetivo).
Posteriormente Aristóteles e os estóicos delimitaram mais algumas classes, o sundesmos
(conjunção) que não tinham caso e nem ligava o texto, e o arthron
(artigo), que tinham caso e se distinguia no número e o gênero dos nomes. Com os sucessivos estudos e pesquisas essas classes foram ainda mais classificadas: metoche
(particípio), parte do discurso que recebe artigos, nome ou flexões de tempo como o verbo, antonomásia
ou antonymia
, (pronome), usado no lugar de um nome, Prothesis
, (preposição), só tem uma forma colocada antes de um novo discurso, Epirrhema
(advérbio), uma só forma colocada antes ou depois do verbo e indica muitas situações.
Em todas as definições mostram a ênfase dos gregos nos aspectos de significado do enunciado (semântica).
Após essa fase de se estabelecer a ?nomenclatura?, o estudioso Apolônio Díscilo fez um estudo mais profundo da sintaxe grega dando alguns diferentes níveis de linguagem: - as mesmas regras podem ser aplicadas as sílabas, a ortografia, podendo recuperar uma palavra mal grafada, e a sintaxe pode recuperar a estrutura verdadeira de uma frase. As suas idéias tiveram uma participação indireta nos autores pré-ocidentais. Os estudos gregos não foram traduzidos para o latim da antiguidade tardia dificultando o estudo desse material.
Algumas idéias gramaticais gregas foram filtradas pelos romanos, como a de ?teoria da frase auto-suficiente?. Limitaram-se a estudar a frase isoladamente e essa idéia permanece até os dias de hoje, quando nas gramáticas contemporâneas a sintaxe é estudada com frases soltas. Mas outros estudos vêem a necessidade da frase ser gerada em um contexto.


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