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?Língua-padrão ou padrão-língua? As vicissitudes do conceito de norma?



Neste capítulo , Bagno define o quê é um comando paragramatical (CP), e também, mostra como é a atitude discursiva daqueles que pertencem a esse termo. Atualmente os CPs estão repercutindo um poder de fascínio num determinado público tendo assim, acesso à fácil divulgação dos seus conceitos paragramaticais.Bagno afirma que esses Comandos Paragramaticais são altamente preconceituosos e não aceitam as variações lingüísticas e que, portanto, não são as pessoas mais indicadas e capacitadas para instaurarem o que é ?certo e errado?, pois carecem de formação cientifica para executarem o trabalho que se propõem a fazer.Celso Cunha, Rocha Lima e Evanildo Bechara são citados por Bagno como gramáticos competentes e capazes de realizar essas comparações lingüísticas ao contrário dos CPs que não passam de estrategistas de marketing que prometem ensinar aos leitores como escrever e falar ?certo?, através de uma ?auto ajuda gramatiqueira? Dentre esses CPs, Bagno discorre sobre Pasquale Cipro Neto, que apresenta o programa ?Nossa Língua? na Tv Cultura, onde Pasquale faz uso do binômio ?certo e errado? e dentro dele enquadra a língua escrita (formal, correta e pura) e a língua falada (informal e corrompida).Bagno também analisa a coletânea de textos de Josué Machado, reunidos no livro ?Manual da Falta de Estilo? (Machado, 1994), onde demonstra claramente seus preconceitos nem sempre lingüísticos, mas também de cunho social, geográfico e homossexual. Bagno aponta estes preconceitos exemplificando com trechos retirados dos próprios textos de Machado.A língua culta conhecida como norma culta traz preconceituosas definições que por vários estudos científicos acabam em classificações ?não definidas? como pode-se ver nos exemplos de definições de Castilho (1978), Lucchesi (1994) e Mattos e Silva (1995), estes classificam como ?norma? as diferentes variedades, definindo-as como culta, padrão, vernácula entre outras, dependendo do autor.Castilho, Lucchesi e Mattos e Silva reconhecem que a norma prescritiva é realmente aquela recomendada pelas gramáticas normativas e que esta se distancia do uso popular. Essas oposições entre norma-padrão e as variedades cultas apresentadas por Castilho é o que o autor Bagno irá chamar de ?Dramática da Língua Portuguesa?.Outro ponto que Bagno discute é a sua oposição ao uso do termo ?língua- materna?. Para ele não há necessidade de se ensinar a língua-materna a uma pessoa pessoa, e que é necessário, sim, ensinar a língua escolar.


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