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"A ´LÍNGUA DOS COMANDOS PARAGRAMATICAIS"



Bagno tenta definir o que é um comando paragramatical (CP), e também, mostrar como é a atitude discursiva daqueles que pertencem a este termo.
Segundo o autor, de certa forma, atualmente os CPs estão repercutindo um poder de fascínio, em um determinado público, que tendo acesso à fácil divulgação dos conceitos paragramaticias, adotam estes discursos como uma auto ajuda.
A observação prescritivista, em relação às pessoas que não falam o "português correto", de acordo com a norma culta, é uma crítica a estas pessoas, culpando as mesmas de não conseguirem um emprego, por não terem competência de se interessarem para melhorar a própria língua, já que os meios de comunicação, favorecem a vida destes excluídos com programas.
Segundo Bagno os CPs são preconceitusos e não aceitam as variações lingüísticas. Os paragramaticias não são as pessoas mais indicadas e capacitadas para instaurarem o que é ?certo ou errado?, pois carecem da formação científica necessária para executarem o trabalho que se propõem a fazer, como afirma o autor.
Os CPs são os mais inflexíveis do que os gramáticos normativos. Bagno cita Celso Cunha, Rocha Lima e Evaildo Bechara como gramáticos competentes e capazes de realizarem comparações lingüísticas, em contra partida afirma que estão surgindo estrategistas de marketing, que prometem ensinar aos leitores como escrever e falar ?certo?, através de uma ?auto ajuda gramatiqueira?.
Uma diferença marcante entre gramáticos e paragramáticos é que, os primeiros aceitam que existem umas variações lingüísticas, já os segundos são conservadores ao extremo e não reconhecem a existência de variações.
Para os CPs seria inútil discutir a variedade lingüística, já que para eles isto significa um ?erro?, sendo uma decadência e anarquia, e que este pode comprometer a permanência do idioma.
Os discursos dos CPs revelam uma atitude inteiramente purista, mas todos rejeitam indiscutivelmente esta classificação. Rey (1972) explica que o termo purista surgiu na França, no início do século XVIII. A definição do termo é que todo aquele que tem uma atitude normativa permanente, e que não aceita nenhuma variante em relação à norma culta e se recusa ser flexível ao uso das variações lingüísticas, é considerado purista.
Os paragramaticais revelam seu discurso através de um binômio, com dois pólos antagônicos, sendo o termo negativo para a língua ?errada? e o termo positivo para a língua ?certa?. Isto se define como a polarização maniqueísta, a qual Horaiss se refere (1985).
Então, para demonstrar as avaliações dos CPs, os exemplos são: o programa de televisão ?Nossa Língua Portuguesa? concebido e apresentado por Pasquale Cipro Neto; o livro ?Não erre mais!? de L.A. Sacconi, e as colunas de jornal assinadas e publicadas por Josué Machado, no livro ?Manual da falta de estilo?.


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